Dificuldades de Aprendizagem

O termo “dificuldades de aprendizagem“, originalmente retirado da língua inglesa, “learning disability”, faz referência à dificuldade de compreensão que algumas pessoas tem, no momento de absorver algum tipo de conhecimento exposto, o qual não consegue ser processado pelo cérebro. Esse problema engloba alguns transtornos sócio-biológicos, como por exemplo, disfunção cerebral mínima, incapacidade de percepção, dano cerebral, entre outros. Algumas doenças também são conseqüência disso, como o autismo, a dislexia e a afasia desenvolvimental. O indivíduo que sofre de alguma dessas doenças, não necessariamente possui baixo ou alto QI (Quociente de Inteligência), mas, sim, quando apresenta dificuldade em um dos sentidos, por exemplo, o processamento visual e auditivo, fazendo com que o mesmo trabalhe abaixo da sua real capacidade de realizar tarefas. Pessoas com QI abaixo de 70 são caracterizadas por terem problemas como retardamento mental, deficiência mental ou dificuldades cognitivas. Essas doenças, por sua vez, estão ligadas diretamente ao baixo QI, não sendo caracterizadas como dificuldades de aprendizagem.

 

 

São usados vários termos para descrever as dificuldades de aprendizagem existentes, sendo que cada pessoa pode apresentar um ou mais deles, dependendo do grau em que o problema se encontra e do momento em que foi detectado e começado o tratamento adequado. A desordem expressiva, o transtorno receptivo e o distúrbio de articulação, fazem parte da área da fala e da linguagem do paciente. Já o mapeamento fonético, a ordenação seqüencial e a orientação espacial, entram na deficiência da área de leitura. Ainda contamos com a área da matemática e da habilidade motora, conhecidas como Discalculia e Disgrafia, respectivamente.

Esses problemas podem ser identificados em qualquer momento da vida do ser humano, mas, em geral, é detectado ainda na infância, no período escolar da criança. Por isso é de suma importância que todos os envolvidos no processo educativo estejam dispostos a analisar o comportamento de cada aluno, observando se essas dificuldades são momentâneas ou se existem já há algum tempo. Fica a cargo da instituição de ensino em que esse aluno está inserido e dos familiares, proporcionar maneiras adequadas de repassar a informação, ajudando na compreensão mais rápida do aluno. Hoje se encontram disponíveis no mercado os fonadores eletrônicos e dicionários, bem como calculadoras falantes, livros em fita e processadores de texto, que tornam mais fácil a vida dos que possuem esse distúrbio.

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